Tutinha fora da Jovem Pan é vista como um jogo para o canal não sair do ar

A decisão de Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, de renunciar à presidência do Grupo Jovem Pan surpreende os bastidores da empresa na segunda feira (09). Portanto, o mercado endossa isso como uma manobra do executivo para criar uma retórica de defesa contra a ação do Ministério Público Federal (MPF) que foi apontada por um inquérito para investigar o JP na cobertura de dois atentados golpistas ocorridos no último domingo (08 ).

De acordo com as pessoas ouvidas cabelo NaTelinha, A intenção seria reduzir as ações futuras do MPF e da Justiça contra o Grupo Jovem Pan. Com isso, mesmo para a presidência, as decisões sobre os sons de TV e rádio ainda passam pela validação de Tutinha. Ou seja, internamente, nada mudou. O executivo Roberto Araújo, que assumiu o cargo de presidente do JP, tem uma relação muito próxima com a família Carvalho.

Sobre a saída de Tutinha, a Jovem Pan enviou o seguinte comunicado: “Roberto Araújo é o novo presidente do Grupo Jovem Pan. O executivo assume o cargo que era ocupado por Antonio Augusto Amaral de Carvalho Filho, ou tutinha, até o final de 2022. Desde 2013, no Grupo Jovem Pan, Roberto Araújo lidera os processos de transformação digital da empresa e a expansão do projeto multiplataforma, que transformaram a Jovem Pan em dois dos players mais relevantes do mercado, não rádio, na Internet. E, mais recentemente, na TV por encomenda”.

E completou: “Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, assim como os demais acionistas da empresa, continuam no Conselho de Administração com a missão de preservar os valores que o Grupo Jovem Pan orienta há oitenta anos”.

O anúncio da saída de Tutinha do comando do JP, por coincidência, Isso aconteceu horas antes de o MPF abrir inquérito Para apurar a conduta do canal, fomos empatados contra o estado democrático de direito ocorrido no domingo.

“A Rede Jovem Pan, por meio de vários de seus programas, a princípio viu – sem evidências que não embasamos – inúmeros conteúdos (incluindo reportagens, debates ao vivo e comentários no formato de coluna e opinião) desinformativos com potencial para minar a confiança dos dois a idoneidade das instituições judiciárias brasileiras e a rigidez dos dois processos democráticos por elas conduzidos”.

Ministério Público Federal

Em outra parte da ação, o inquérito cita o Código Brasileiro de Telecomunicações onde “prevê que constitui abuso ou exercício da liberdade de radiodifusão sua empreitada pela prática de crime ou contravenção prevista na legislação vigente no país”. MPF cita os comentários de Alexandre Garcia, Rodrigo Constantino e Paulo Figueiredo para justificar a abertura da ação cível.

Jovem Pan enfrenta escassez de receita

Tutinha fora da Jovem Pan é vista como um jogo para o canal não sair do ar

Além de enfrentar uma crise institucional, o Grupo Jovem Pan também sofre com o que resta de seu faturamento. Por meio do movimento “Desmonetize o Pão Jovem”, perfil de cabelo led Sleeping Giants Brasila JP perdeu 18 empresas que faziam campanhas publicitárias em seu portal.

Outra perda foi a desmonetização de seu canal no YouTube. A plataforma americana justificou que a decisão ocorreu porque a Jovem Pan desrespeitou as regras de uso e disseminou discurso de ódio.

Segundo reportagem da revista Piauí, publicada na última sexta feira (06), com o título “Jovem Pan quer responder na justiça à desmonetização“, ainda sobra 20% da receita do JP sem ou YouTube e para reverter esse quadro, Tutinha consultou Antônio Carlos de Almeida Castro, criminalista conhecido como Kakay, que, segundo a publicação, “tem boas relações com ministros dos tribunais superiores e com a cúpula do PT”.

“Kakay confirmou ao Piauí que foi procurado pela Jovem Pan, mas disse que ainda não dá uma resposta sobre sua participação no caso. Fontes ouvidas na reportagem, no entanto, informaram que o advogado já havia entrado em contato com a Secom do novo goberno para tratar do assunto e que o ministro Pimenta foi solidário com a ideia de cobrar mais transparência das plataformas. Antes de ser procurado para defender a emissora, Kakay era frequentemente criticado pelos comentaristas da Jovem Pan por sua defesa de Lula e críticas a Jair Bolsonaro. Inúmeras vezes, Augusto Nunes disparou que ‘inocentes não costumam contratar Kakay’, e que ‘Kakay não enfeita leis, e sem telefones de ministros do STF’.

Revista Piauí

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