Streaming de apostas em esportes para “matar” TV por assinatura de vez em quando

“O streaming nunca vai superar a TV paga, no final vamos ao vivo.” A frase foi dita em 2016 por um executivo de uma grande operadora do setor, em almoço realizado durante evento de automobilismo. Depois de seis anos, a previsão não poderia ser mais furiosa: a televisão por padrão está diminuindo em todo o mundo – e você vê as plataformas de streaming aumentando cada vez mais com o apetite por esportes diretos.

Apesar de muito caras, essas transmissões podem ser uma forma de fidelizar o público para o novo formato de vídeo sob demanda – e, portanto, uma forma de tentar vencer os adversários na chamada “guerra do streaming”. Empresas como Amazon, Apple, Disney e Warner Bros. Discovery avançaram bastante nas buscas, envolvendo as ligas menores às maiores.

No Brasil, ou Prime Video exibiu parte da Copa do Brasil em 2022, além de acompanhar os jogos da NBA. Nos EUA, a plataforma garantida vai te dar dois jogos da quinta feira da NFL, ou o famoso Thursday Night Football. Esse seria apenas o primeiro passo: segundo o The Information, a Amazon estaria desenvolvendo um aplicativo separado para reunir as transmissões esportivas em um só lugar, dando mais destaque a esse conteúdo.

Nas laterais do Apple TV+ veremos os jogos da sexta feira da Major League Baseball. Em 2023 o serviço da empresa fundada por Steve Jobs terá a Major League Soccer, que é o campeonato nacional de futebol dos Estados Unidos. Ou acordo incluído ou Brasil.

O Star+, da Disney, teme a vida da ESPN como seu melhor argumento para aderir ao serviço. Por fim, no HBO Max, da Warner Bros. Discovery, investigue o futebol desde o seu início – incluindo torneios como a Liga dos Campeões da UEFA e o Campeonato Paulista.

Mais de um golpe na direção dos EUA, em 22 de dezembro. Depois de circular no mercado em busca da melhor oferta, a National Football Association (NFL) bateu o martelo e vendeu o nome “Sunday Ticket” (como os jugos do domingo à tarde) para o YouTube TV, serviço de streaming pelo nome do Google. Os jogos também podem ser adquiridos “à la carte” nos Canais Primetime da plataforma. Em breve, a empresa vai desembolsar US$ 14 bilhões em sete anos.

Um jogo era um jogo duplo na velha TV paga. É que, além de ver ou transmitir com mais força, eram jogos que antes pertenciam à operadora DirecTV – ou que obrigavam os telespectadores a atribuir um pacote caro para assim poder adicionar o NFL Sunday Ticket. Ficará mais barato para o consumidor final e aumentará as chances de finalmente cancelar a cessão – ou “cortar o cabo”, aderindo à expressão em inglês emprestada.

Vale lembrar que, nos EUA, os jogos da NFL também estão disponíveis no streaming Paramount+, Tubi, Peacock e ESPN+, sem exclusividade – também dois já mencionaram acordos exclusivos de jogos no YouTube e Prime Video. Agora é possível assistir praticamente todos os campeonatos pela internet, com exceção do Super Bowl, que é a grande final e ainda é exclusividade da televisão aberta.

Nenhum Brasil ou futebol americano pode ser acompanhado no canal pago da ESPN e na plataforma Star+.

Streaming de esportes propositadamente para

A Copa do Mundo foi mais um passo

A Copa do Mundo do Catar, encerrada como o heroico tricampeonato da Argentina, pode ser apresentada como “gostinho” onde continuará – e como acompanharemos a Copa do Mundo nos Estados Unidos, México e Canadá, em 2026.

Nesta última Copa, uma grande revolução aconteceu através do twitcher e youtuber Casimiro Miguel. Com os olhos relaxados, Cazé, como é sabido, transmitiu 22 jogos da competição – incluindo todos os da nossa Selecção na final. Para os parâmetros do YouTube, por iniciativa bati o recorde atrás do recorde no país. O melhor recorde é de Brasil x Croácia, pelas quartas de final, que ao vivo atingiu nada menos que 6,9 ​​milhões de espectadores simultâneos e 32 milhões de audiências totais.

Os números ainda não chegam perto do alcance da TV Globo, mas revelam que uma parte cada vez maior do público está disposta a abandonar a transmissão tradicional e embarcar no mundo do streaming para acompanhar seu esporte favorito. Nem todos, o grupo dois Marinho também tem sinal exclusivo na internet, comandado por Tiago Leifert no Globoplay e no ge.com.

A Globo garantiu a Copa do Mundo de 2026, mas abriu mão da exclusividade em todas as mídias, inclusive na televisão aberta. É uma oportunidade para outros grupos (internacionais ou nacionais) viabilizarem um modelo de negócio para competir com o grupo carioca. Quem sabe, mais criadores de conteúdo e influenciadores da internet poderão contar com sinal próprio do torneio.

Fazendo um exercício de futurologia, seria como escolher entre Cazé, Luccas Neto e Gauleses para assistir aos jogos do Brasil na Copa de 26.

Muitas coisas mudaram desde 2018 e será interessante ver como estaremos aqui daqui a três anos e meio.

Rumo ao futebol brasileiro

Falar especificamente do Brasil, ou do futebol, mexe com o torcedor e muda o pêndulo do comportamento do espectador – e muita coisa pode acontecer nesse sentido.

Atualmente, após o fim do bloco que fez negociações conjuntas e recentes mudanças na legislação, os tempos da Série A do campeonato nacional vendem diretamente para a transmissão dos jogos que temos o controle do jogo. Isso rendeu, por exemplo, o mesmo Cazé exibindo na internet os confrontos do Athético-PR na Arena da Baixada durante o campeonato de 2022.

Outras vezes podemos seguir esse caminho em um futuro próximo, principalmente após 2024 – que é quando a maioria dos acordos atuais terminará.

Até o Grupo Globo vende o Premiere (como pay-per-view de futebol) no Globoplay e no Prime Video, enquanto o SporTV pode ser cedido no pacote Globoplay +canais ao vivo. Já iniciativas como as já citadas com Tiago Leifert no ge.com devem tornar-se ainda mais comuns no futuro.

O fim da TV paga se aproxima

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Que seja por essa oferta de streaming, que seja por economia, os brasileiros seguem o resto do mundo e continuam cancelando a atribuição da televisão por assinatura. Segundo o último relatório da Anatel, de outubro, o Brasil acumulou 12,6 milhões de “ligações” desse tipo, perdendo usuários mês a mês.

No auge do setor, em 2014, nosso país acumulava cerca de 20 milhões de assinantes de TV paga.

Ainda assim, o número atual não é para jogar fora, mas é difícil justificar grandes investimentos publicitários na mídia em um momento difícil para a economia atual. Pior: grupos como Disney e Paramount continuam voltando suas atenções cada vez mais para o streaming, relegando os canais a eternas reprises e conteúdos de pior qualidade.

Conta-se também com a mudança de comportamento do público, menos propício a assistir TV linear, que obriga o telespectador a ligar o aparelho ou mudar de canal em determinado dia e horário.

Ou que mantenho parte dos 12 milhões de assinantes atuais assim como as transmissões ao vivo, incluindo notícias e, principalmente, esportes. Ver esse conteúdo alterado para streaming pode ser a etapa final na saída da TV antiga. Será apenas uma questão de tempo.

Não é o fim de tudo, aqui que era para ser um tabu de salvação se transformará em tiro de misericórdia.

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