Sina persegue romances de Gloria Perez desde os anos 90

André Santana

cruzando É uma das piores novelas da New Globe de todos os tempos. Com uma história frouxa e sem sentido, a trama não agrada ao público da emissora e amarga baixíssimos índices de audiência. Este é o pior resultado desde Um Lugar ao Sol (2021), considerado o título dos nove menos assistidos de todos os tempos.

Travessia - Drica Moraes
Fábio Rocha / Globo

Mas, para quem conhece bem o currículo de Gloria Perez, o péssimo desempenho da Travessia não chega a surpreender. Por fim, desde 1995, o autor intercala folhetins bons e ruínas. Com isso, depois de A Força do Querer (2017), considerada por muitos uma das melhores novelas da autora, já se esperava que uma bomba morasse ali. E eu me vi. É um pecado de Glória!

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xingamento

Pecado mortal - Carolina Ferraz e Francisco Cuoco
Divulgação / Globo

A “maldição” que envolve os romances de Gloria Perez ficou evidente a partir de 1995, quando a autora matou Explode Coração. A trama da cigana Dara (Tereza Seiblitz) fez bastante sucesso de público e moda, revelando ao telespectador diversas curiosidades da cultura cigana.

Mas, após a conclusão da trama, Gloria Perez decidiu homenagear sua professora Janete Clair, matando o remake de uma de suas obras mais icônicas. Então vi a segunda versão de Capital Sin, que acabou sendo um grande fiasco.

Exibida na faixa das seis em 1998, Capital Sin não encantou o público como em sua versão original. Além do emaranhado com suas atrações mais antigas, o folhetim também tem problemas na escala do elenco.

Repete o casal romântico explosivo de Por Amor (1997) não rolou e Carolina Ferraz e Eduardo Moscovis, desta vez, não vão trabalhar juntos. Mais ou pior foi por falta de química entre Carolina e Francisco Cuoco, que se rendeu à brigada nos bastidores. Deu tudo errado!

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sucesso x fracasso

América - Deborah Secco
Divulgação / Globo

Três anos depois, Gloria Perez voltou à fama da Globo com O Clone. Um romance cru e cercado de desconfiança, que acabou misturando vários temas inusitados: clonagem humana, islamismo e drogas, entre outros.

A receita, entretanto, mostrou-se certa. O Clone foi um sucesso estrondoso, que elevou a estrela para Giovanna Antonelli e Murilo Benício. Não é o mesmo ataque terrorista de 11 de setembro de 2001, que deixou a Globo apreensiva sobre como o público receberia uma trama sobre islamismo, impedimento ou sucesso.

Porém, em 2005, isso não se repetiu.

A América viu a mesma proposta de misturar vários temas. Imigração ilegal, cleptomania, homossexualidade, rodeios e vida após a morte foram alguns deles. Mas a recepção foi bem diferente de O Clone: ​​ao contrário de Jade (Giovanna), Sol (Deborah Secco) foi rejeitada e o folhetim teve vários problemas.

Pela falta de receptividade inicial, o América trocou de diretor e passou por uma espécie de reformulação. A audiência aumentou, mas a narrativa foi estilhaçada pelo público e pela crítica. Passou longe da unanimidade de O Clone…

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A história se repete

Salve Jorge - Cláudia Raia
Divulgação / Globo

Depois do América, Gloria Perez voltará à hora do nome da Globo com Caminho das Índias (2009). A novela demorou para começar, mas a logo Maya (Juliana Paes) repetiu o feito de Dara e Jade, virando uma daquelas mocinhas que dizem moda e agradam o público. No fim, tornou-se mais um sucesso de Gloria Perez.

O mesmo não acontece com o enredo seguinte, Salve Jorge (2012). A trama sobre o tráfico humano foi duramente criticada por sua história bizarra e implausível. Dessa vez, a moça Morena (Nanda Costa) não gostou e até perdeu espaço no folhetim.

Lá viu A Força do Querer (2017), que recuperou o prestígio do autor na audiência da hora, permeada por fiascos como Velho Chico (2016) e A Lei do Amor (2016). A história de Bibi Perigosa (Juliana Paes), Ritinha (Isis Valverde) e Jeiza (Paolla Oliveira) agradou o público em Cheio.

Da mesma forma, depois da “maldição” de intercalar romances bons e ruinosos, continue agora com Travessia. Com isso, fica fácil concluir que, da próxima vez, Gloria Perez tem razão.

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