País das vítimas e sobreviventes comenta que vão assistir série da Netflix sobre a tragédia do barco Kiss

Na segunda feira (9), a Netflix divulgou o trailer da minissérie Todo dia a mesma noite, que foi no dia 25, sem serviço de streaming. Desde então, uma série de comentários têm sido publicados nas redes sociais, uns elogiando o realismo dos jantares e outros criticando o que é considerado uma exploração e exposição da tragédia e das suas vítimas. Entre todos eles, há um público em especial que terá uma dose extra de sentimentos e opiniões em relação à produção, aos países das vítimas e aos sobreviventes da tragédia. O jornal conversou com dois países e dois sobreviventes para saber se o trailer vai ajudar e se pretendem acompanhar a série, confirme:

para terapeuta ocupacional Kelen Ferreira, cuja história será retratada na série através da personagem Paola Antonini Ele conta que, desde a tragédia no barco Kiss, todos os meses de janeiro são bastante complicados. Ela assistiu ao trailer da série lançada na segunda (9) e diz que vai assistir a série:

– Estou vendendo o trailer, fiquei muito apreensivo, meu coração treme e todas as lembranças vão virar, mas precisamos conversar sobre isso, para que não se machuque e para que ninguém passe por ele. Vou assistir a série, vai ser emocionante, mas ainda vendo minha história para ser contada para tanta gente.

Adherbal Ferreira Foi o primeiro presidente da Associação dos Familiares das Vítimas da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), em 2013. Perdi minha filha, Jennefer, na noite de 27 de janeiro. Adherbal diz que não esteve envolvido no livro de Daniela Arbex e nem na série baseada nele mesmo. Ele não assistiu ao trailer e ainda não sabe que irá com a produção, que estreia dia 25:

– Eu certifico que irei, mesmo não sabendo. De alguma forma, eu pertenço a tudo isso. Não importa o quão doloroso seja. Se eu sinto algo em algum momento específico da série, paro de atender. Mais acredito que muita gente vai assistir por curiosidade, pois o fato da justiça ainda não tem sido muito incômodo.

Ele considera importantes produções como Todo dia a mesma noite eo documentario Boate Kiss – Uma Tragédia de Santa Maria, do Globoplay. Adherbal menciona que há filmes e séries de outras tragédias e que os comentários negativos de pessoas que não estão diretamente envolvidas acabam afetando ou sentindo dois parentes e sobreviventes:

– Não acho que foi uma busca para exportar para dor, acredito que já passou. Agora é melhor no sentido de não deixar o esboço cair. Para que não volte a acontecer. Vejo comentários de pessoas pedindo que esse assunto não seja mais mencionado; Mas aqui está algo que pode afetar sua própria família.

Delvani Rosso eu também sou um sobrevivente da tragédia. Ele conta que assistiu ao trailer e ficou muito surpreso com a realidade dos jantares e a reconstrução de dois cenários.

– Quando assisti ao vídeo senti muita ansiedade e, depois de assistir, fiquei muito pensativo, refletindo sobre tudo. Os jantares são muito reais e foi assim que me teletransportei para aquela noite. Quero assistir a série, é mais uma forma de conseguir trabalhar esses sentimentos que surgem em relação ao trauma.

ou filho de Ogier Rosado, Vinícius, eles foram fiscalizados em relatórios que circularam pelo mundo na época. O estudante de Educação Física teria salvado 14 frequentadores do barco naquela noite. O pai conta que não assistiu ao trailer e ainda não decidiu que irá assistir aos cinco episódios da minissérie:

– Confesso que não sei atender. Eu sei que não deixa de ser uma ficção, então ainda estou pensando. Vou decidir com minha família. Essa produção da Netflix é uma ficção, e mal se baseia no livro de Daniela Arbex, que inclusive participou dele. Seria hipocrisia não divulgar, até porque assistimos a filmes de outras tragédias internacionais. Eu não tenho nada contra isso. O Globoplay está lançando o documentário, ou o que agora é mais interessante. Nossa e minha filha Jéssica participaram ativamente, ela devia depósitos de mais de 10 horas para o Marcelo Canellas.

Ogier acredita que tudo o que envolve a tragédia do barco Kiss deve ser divulgado, porque, segundo, nada muda nesse aspecto em Santa Maria e no Brasil. Ele vê certa demagogia em nossos comentários que condenam produções como Todo dia a mesma noite:

– Emitir opinião sem saber é complicado, mas é um direito de cada um. Além da justiça não ter surtido efeito, contamos com a parcimônia de todas as esferas. Pensei assim: a série foi feita. Atendi quem quis atender. Logicamente, para o país é complicado porque qualquer imagem nos toca, mas é uma forma de manter a lembrança, de ver, sem cabelo, o povo ficar atento – acaba.

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