Pais apostam em livros usados ​​para economia

Todo início de ano é marcado por muitas despesas como IPTU, IPVA e, para os alagoanos que têm filhos, matrículas e material escolar estão na lista. Para economizar em despesas como as crianças, muitos mais compraram livros usados. A economia muitas vezes chega a mais de 50%, como é o caso da empresária Ana Lucia Santana, que conseguiu adquirir os módulos infantis com 70% de desconto.

“Meu filho está no 1º ano do ensino médio. O módulo que sairia por R$ 2 mil, comprei por R$ 600. Vale muito para economia. Na verdade, ainda não fui procurar os módulos, mas já comprei para garantir a economia”, disse Santana.

A empresária faz parte de um grupo nas redes sociais criado por mais de alunos com a intenção de comprar e vender material escolar que eles não usam mais. “Já comprei outras vezes e, se não tiver problemas com a escola, como nunca tive, pretendo continuar por causa da economia que está muito boa”, disse.

A agrônoma Jaqueline Figueiredo faz parte de um grupo com quase 260 a mais, desde 2018, e está acostumada a vender os livros de Contos Infantis. “Vendi módulos paradidáticos. Nunca vendi um pacote, porém, alguns outros. Outros fazem os bundles e módulos ou livros mais antigos”, afirmou.

Para Figueiredo, além da economia, é uma busca socioambiental. “Tem mais que vendemos por 50% do preço original, outros por 40%. Então, é uma boa economia e só sobram livros que iriam para a entrega ou algum depósito. Agora, eles serão usados ​​por mais algum tempo”, disse.

A assistente social Rosilda Vasconcellos é mãe de Sofia, que cursa o 9º ano do ensino fundamental II, e administradora de dois grupos criados para comprar e vender material escolar usado no WhatsApp. Segundo ela, ela tem mais de seis anos desde a criação do primeiro grupo.

“Quando buscamos organizar o material escolar para nossas crianças, de um ano para o outro, na escola guardamos praticamente os mesmos livros, não só didáticos, mas também paradidáticos. Aí, ao invés de comprar novos, surgiu a ideia de que os dois se encontrassem e passassem para os outros livros da série que o filho nunca havia estudado e não precisava de mais. Empatei porque esses livros são muito caros e são muito pesados, porque não começo esse ano sempre tenho muito o que pagar”, disse.

Segundo Vasconcellos, durante todos esses anos, ele vende e compra livros para Sofia. “Desde que comecei, vendo e compro livros. Além da venda, tem também muita doação. Muitas pessoas que são crianças vão crescer, que vão perder os fardos e estão em boas condições, doam. Agora, eu tenho um pacote e os módulos. Foi uma economia de 100%”, pulei.

“O lucro é mais consciente e faz a diferença”

Para a assistente social, o benefício de dois materiais faz muita diferença. “Livros e roupas que não servem mais para alguns podem ser muito bem usados ​​por outros. Portanto, evite produção exagerada, seja mais consciente com o consumo, além do fato de estarmos vivendo uma situação de inflação gravíssima que, qualquer economia que seja considerada boa, principalmente, para pessoas de menor poder aquisitivo, classe média, faz um grande diferença”, avaliou.

Vasconcellos diz que a escola em que a criança estuda não interfere nas compras e vendas entre seus pares. “Eu não vou para a escola criando empecilhos se o aluno lê o livro que não é novo e o professor sabe, tem consciência que o livro não é novo e não levanta nenhum tipo de constrangimento, comente em relação a isso. Não é só a escola, mas os outros alunos também. Nunca tive a experiência de ser constrangido em relação a isso. Inclusive, quando os professores passam pelas atividades, eles colocam essas páginas no livro novo e essas páginas no livro antigo. Então, a criança ou adolescente que tem o livro anterior [a reformulação]“Essa não é uma nova edição, temo esse retorno do professor, quem duvidar também só pergunta qual página, mas é lógico que a escola não recomenda”, disse.

A assistente social explicou que, por mais que compremos, desligamos as respostas para as crianças reutilizarem. “Acredito que tenho um país que exagera, recomendo que a criança não escreva o livro, não faça nenhum tipo de destaque com aquelas canetinhas, isso é tão ruim. Nunca cole nenhum material 100% branco, não sinta que não foi escrito, não foi lido, você vai notar a marca que usei. Quando as respostas são de um lápis, eu desligo. Ou que você foi destacado como marcador de texto, continuará com o mesmo arquivo usando a mesma mensagem. Acho que vale a pena”, afirmou.

ECONOMISTA

Segundo o economista Diego Farias, o mercado de livros usados ​​é uma ótima forma de economizar, podendo cobrar até 80% da diferença do valor do livro novo ou usado.
“Infelizmente não no Brasil, não temos essa cultura em detrimento do resto do mundo, que é uma prática comum. Um livro usado tem, em média, 60% de diferença em relação a um livro novo, podendo chegar a 80%. E agora as plataformas de internet estão ajudando muito”, afirmou.

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