eu sabia como eu fui para a estação

A tão esperada estreia do UFC na Band mostrou muito que a notícia sobre a montagem do projeto de transmissão sinalizou: os telespectadores da TV aberta voltarão a ter acesso ao maior evento de MMA do mundo, mas com cara, linguagem e tipo de transmissão de um PPV (pay-per-view) que poucos anos teria que buscar o equilíbrio entre os dois públicos, aquele que é totalmente simples na modalidade e o mais casual que pode se interessar em encontrar o evento na televisão.

A transmissão não entrou com a apresentação de Mirelle Moschella e Rodrigo Minotauro como o esperado e natural tom de boas-vindas. O UFC está aberto na TV desde 2018, quando a Globo saiu para fazer as lutas na mídia, mantendo os direitos do PPV no Combate até o final do ano passado. Diferentemente de quando a emissora carioca passou a transmitir seu sinal aberto, em 2011, a Band não adotou um tom extremamente didático sobre a modalidade.

Após 20 minutos de matéria exibida marcando os 30 anos do UFC e também sobre as principais lutas do card, a Band ainda abriu uma janela para mostrar ao vivo um trecho do round final de uma luta do card preliminar, então exclusiva do UFC Fight Pass , que tem o brasileiro Mateus Mendonça contra Javid Basharat. Mais por apenas alguns segundos.

A integração com o novo PPV da organização do MMA foi lembrada ou tempo todo. A repórter Evelyn Rodrigues é contratada pelo Fight Pass e usa a marca do serviço de streaming em seu microfone. Esses ingressos direto de Las Vegas também traziam entrevistas com personalidades como a lutadora Mackenzie Dern. Anúncios com o nome do pacote também serão exibidos durante a transmissão da Band.

Uma parte gerada exclusivamente para uma Banda durou apenas meia hora. Como finalização do card preliminar, o sinal do Fight Pass foi integrado de tempos em tempos ao canal aberto. O narrador André Azevedo e os comentaristas Carlão Barreto e Demian Maia não faziam as lutas anteriores, e ganharam a companhia de Minotauro quando iniciaram a transmissão conjunta com a TV aberta.

Em geral, a linguagem é parecida com a que nos acostumamos a ver no Combat. No final, praticamente toda a equipe já passou pelo pay-per-view da Globo. Por ser uma transmissão única no Fight Pass e na Band, também era de se esperar que o típico “didatismo” da TV aberta não fosse acentuado, já que foi sinalizada a abertura de duas vagas.

O conteúdo da transmissão foi muito bom, com destaque para o retorno de Carlão Barreto, que está afastado do Combat há alguns anos e andava fazendo falta com seus conhecimentos durante as lutas do UFC. Fui eu quem pareceu mais preocupado em “traduzir” para o grande público alguns dos traços bem característicos da modalidade. Vale uma explicação sobre o peso e a importância do evento, que Carlão chamou de “Fórmula 1 do MMA”.

Não é uma missão fácil, o telespectador que paga ou PPV pode ficar incomodado com algumas pausas para essas explicações. Ao mesmo tempo, fazer uma transmissão totalmente de nicho e não “conversar” com o público mais casual pode incomodar a audiência da TV aberta. A primeira transmissão expôs esse desafio que será encarado em menos de 11 eventos ainda este ano.

Um ponto a ser melhor é a distribuição da palavra, que ficou um tanto confusa devido ao alto número de comentaristas. Em poucos minutos da rodada, era preciso encaixar as opiniões de toda a equipe, e até alguns comentários acabavam atropelando a narrativa.

Como todo trabalho que está começando (ou UFC Fight passar Eu também estava estreando neste evento), tive alguns problemas como áudio com um pouco mais de eco, alguma falta de sincronia nos cortes de câmera que não estudei durante um pré-hora, imagem um pouco menos nítida nos primeiros minutos após a integração, áudio vagando de Evelyn durante a exibição de uma entrevista que ela mesma havia gravado após o término das lutas, entre outras coisas. Falhas que até passaram sendo esta a primeira vez, mas que precisam ser corrigidas nas próximas transmissões.

A imagem gerada das lutas é a mesma de sempre, ou UFC dificilmente mudou de plataformas no Brasil. Ou quais nomes muito para passar de “casa” para Fórmula 1Há dois anos, quando a Band também substituiu o Grupo Globo e contratou vários de seus ex-profissionais, como Sérgio Maurício, Felipe GiaffoneReginaldo Leme e Mariana becker. A diferença é que não há corridas para o equipamento da própria estação, sem gastar tanto tempo para fazer merchandising Faz pague por exibição.

Não que se refira às buscas de áudio ambiente, microfones, cortes de câmera, tudo terá mais tempo para ser armazenado, pois o PPV terá 100% dois eventos do UFC para transmitir. No próximo fim de semana, uma parceria entre UFC Fight Pass e Band vai transmitir o UFC 283, que será realizado no Rio de Janeiro. Uma boa chance de apresentar mais credenciais ao público, que deve estar mais interessado neste evento. A equipe anunciou que estará in loco para narrar as lutas na lateral do octógono.

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