Em estado terminal, a atriz foi mantida viva apenas para terminar a novela

Em 13 de junho de 1988, foi lançada na Globo a novela Bebê a Bordo. Além do feito de sucesso, a trama ficou marcada por ser a última da carreira de Dina Sfat. Quem não acompanhou a trama na exibição original, nem Vale a Pena Ver de Novo (entre 1992 e 1993) ou não Viva (em 2018), pode assistir à produção no Globoplay.

Bebê à Bordo

Considerada uma das maiores atrizes de todos os tempos, Dina nasceu em São Paulo (SP) em 28 de outubro de 1938 e estreou no cinema em 1966, mesmo ano em que produziu sua primeira novela, Ciúme, na Rede Tupi.

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Na década de 1970, consolidou-se nacionalmente em tramas da Globo, como Selva de Pedra (1972), Os Ossos do Barão (1973), Fogo Sobre Terra (1974), Gabriela (1975), Saramandaia (1976), O Astro (1977 ) – Eu também estive em um desastre, The Giants (1979).

Na década seguinte, a atriz diminuiu sua presença em vídeo, atuando apenas na novela Eu Prometo (1983), escrita por engano por Janet Clair.

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câncer de mama

dina sfat

Em 1985, a atriz foi diagnosticada com câncer sem iniciar logo ou tratamento. Ao mesmo tempo, continuei a trabalhar. Em 1988, aceitou o convite para viver Laura em Bebê a Bordo.

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Contando com direção de Roberto Talma, a história gira em torno do relacionamento da pequena Helena (Adriana Valbon/Beatriz Bertu), com Ana (Isabela Garcia), Laura e Tonico Ladeira (Tony Ramos). “Fazer este romance foi uma loucura.

Após se envolver em um assalto, para tentar ajudar ou prender o marido Zezinho (Leo Jaime), Ana se vê na luz dentro do carro de Tonico. Para escapar da polícia, ela deixa o bebê para trás. Tonico foi cuidar da pequena Helena, para desespero de sua esposa, Soninha (Inês Galvão). Um tempo depois, Ana reaparece e bate na garota.

Mas como estou envolvido em muitas confusões, mais uma vez tenho que deixar Helena aos cuidados de outra pessoa. Nenhum caso, Laura, a mãe biológica do protagonista. Laura carregava era culpada de ter abandonado a filha Ana, anos atrás, e resolveu procurá-la. Ao descobrir que, agora, também tenho rede, ela foi lutar pela guardiã das crianças.

Dina continuou normalmente até o final da novela, apesar de sofrer com a doença. Ela passou por algumas cirurgias entre 1986 e 1988, mas acabou tendo câncer metastático.

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dores no corpo

Segundo matéria do Jornal do Brasil de 21 de março de 1989, Dina vivia reclamando de todo o corpo.

“Com febre, ele passou por quimioterapia. Mas os pais foram avisados ​​de que não havia mais nada a fazer. A partir daí, a morte começou a cuspir o apartamento onde a atriz morávia com a filha mais nova (as outras estavam com Paulo José)”, informou à publicação.

A Globo ajudou a atriz, pagando a importação de remédios americanos recomendados por médicos brasileiros – um deles custa US$ 2 mil o frasco. Não comecei março, ela fez nova quimioterapia e ficou internada, em estado grave.

“Foi muito doloroso para todos nós vê-la perder durante a novela. Eu tinha que comê-la fisicamente, não podia escrever jantares fora de casa para ela. Vamos conversar como dois médicos falariam sério no caso de um fastá-la do trabalho, mas o falou ‘Pelo contrario! Você deve ficar com ela, porque quando terminar o romance, ela vai morrer. Na verdade, a novela terminou em fevereiro de 1989 e Dina Sfat morreu em março do mesmo ano”, comentou Carlos Lombardi ao livro Autores, Histórias da Teledramaturgia, do projeto Memória Globo.

Pouco mais de um mês após o término de Bebê a Bordo, em 10 de fevereiro de 1989, Dina Sfat faleceu, em 20 de março do mesmo ano, aos 50 anos, no Rio de Janeiro (RJ). Seu corpo foi sepultado no Cemitério Israelita do Caju, na mesma cidade.

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