Domínio público 2023 é espetacular – 15/01/2023 – Ronaldo Lemos

Neste conturbado início de ano, é muito bom podermos utilizar um dos poucos registros da vida ocidental: todos os dias do dia 1º de janeiro, as obras que têm seus direitos autorais vencidos são promovidas aos chamados ” domínio público”. Assim como o canto gregoriano que é cantado pelos monges todos os dias da semana às 18h. Todo começo de ano está aí para nos confortar

Quando uma obra é promovida ao domínio público pode então ser usado livremente. Pode ser transformada em filmes, adaptada, traduzida, gravada e seus personagens podem aparecer em novas histórias e universos. É um poderoso convite à criatividade coletiva. No ano de 2023, o domínio público é especialmente bom no contexto dos EUA, que é a jurisdição mais importante. Um verdadeiro presente para a humanidade neste momento de incerteza.

Não campo dois livros uma safra é vigorosa. A começar pelo seminal “Ao Farol”, de Virginia Woolf, publicado em maio de 1927 e considerado um marco do modernismo. Para os fãs de mistério, Sherlock Holmes Também está entrando no domínio público. O livro “Case-book of Sherlock Holmes”, compilado de contos publicados por Arthur Conan-Doyle entre 1921 e 1927 também é para todos nós. Hemingway também nos presenteou com suas histórias reunidas no livro “Homens Sem Mulheres”. Temos também “O Lobo da Estepe” de Herman Hesse, “O Tempo Reencontrado” de Proust, Faulkner e muito mais.

Se a seleção de livros é de deitar fora ou de audio, nenhum cinema tem pesos pesados. Nada menos que o filme “Metropolis” de Fritz Lang caiu no domínio público. O filme —espetacular até hoje— é o precursor de toda uma linha cinematográfica que passa por Blade Runner e os filmes de ficção científica de Dennis Villeneuve. Houve também um filme há muito perdido de John Ford, apelidado de “Upstream”. Uma cópia dele foi encontrada em nitrato de celulose na Nova Zelândia em 2009.

Também é de domínio público o primeiro longa-metragem contado da história, o filme “O Cantor de Jazz”, de valor histórico inestimável e que encerrava o romantismo efêmero de dois filmes mudos. Por curiosidade, a primeira frase dita pelo cinema foi: “espere um minuto, um minuto, você ainda não ouve nada”. Na época, capaz de causar espanto no público (e até hoje impressiona).

temo mais. Na música muita coisa boa. Começando com as músicas “Funny Face” e “´S Wonderful” de Ira e George Gerswhin. Esta última continua como banda sonora para os apaixonados e foi recriada numa versão matadora por João Gilberto que abre o álbum Amoroso de 1977. Tem ainda “Back Water Blues” de Bessie Smith. É o influente “As melhores coisas da vida são gratuitas”, de George Gard De Sylva.

O domínio público é um convite para todos: para o público redescobrir estas obras, agora facilmente acessíveis na Internet. Pelos arquivos e bibliotecas, que possamos preservá-los de forma colaborativa. Mesmo evitando seu desaparecimento, como aconteceu em um filme de John Ford. E também para produtores e criadores. Assim como João Gilberto recriou Gershwin, outros artistas podem fazer o mesmo com essa fonte inesgotável quando a obra finalmente entra no domínio de todos nós.

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ha era Achar que “verificação de fatos” é desnecessário

ha ha Verificação de fatos de imagens para descobrir se elas são formadas por inteligência artificial

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