Com 80 capítulos prontos, novela das seis foi cancelada pela Globo

O autor Gilberto Braga nos deixou em 2021. Dono de grandes sucessos, o romancista está verdadeiramente obcecado em recuperar um pouco do prestígio perdido após o fracasso de Babilônia e passou a investir em inúmeros empregos para Balão para virar por cima. Todos eles, infelizmente, foram sucessivamente cancelados, mesmo quando foram escritos.

As novelas e minisséries foram bem pensadas, não faltaram projetos e ideias para o autor, que parecia ter pressão para fazer sucesso novamente, mas sua sorte no canal não foi melhor.

Algumas obras de Gilberto chegaram a ser totalmente escritas. Foi o caso de Feiras das Vaidades, que seria um romance de seis que, provavelmente, marcaria a volta de malu mader (foto acima) até a estação. Além disso, o autor escreveu o remake de Brilhante, que pleiteava uma vaga na faixa das onze e quase virou novel das nove.

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Remake tem pouco time e elenco praticamente definido

Brilhante, ou projeto de seis, já contei com minha equipe. Denis Carvalho Sério, o diretor da produção entraria na fase de seleção do elenco. Notícias da época também contam com nomes como os de Sérgio Marques, Fernando Rebello e Maria Elisa Berredo no tempo dos roteiristas.

Malu Mader, que já havia trabalhado com Braga em outras tramas como Força de um Desejo (1999) e Celebridade (2003), foi praticamente uma data de produção, assim como Cássio Gabus Mendes, que trabalhou com a atriz na minissérie Anos Rebeldes ( 1992).

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sobre o trabalho

O emaranhado seria baseado na obra Vanity Fair, de William Makepeace Thackeray, escrita em 1847, que foi originalmente retratada na Inglaterra no século 19 e seria adaptada para o Rio de Janeiro dois anos depois, em 1920.

A trama contaria a história de duas mulheres de situações diferentes, uma rica e outra pobre. Para ascender na vida, a menos que ela estivesse bem, ela se casaria com um homem rico, mas ele perderia toda a sua fortuna após o casamento.

Estava tudo bem, mas a pandemia de Covid-19 acabou travando a produção do filme, que estava em fase avançada e já conta com cerca de 80 capítulos escritos.

João Ximenes Braga, amigo pessoal do escritor e também autor, revelou que o amigo lhe confidenciou que o projeto foi cancelado devido à crise da saúde, quando a Globo definiu que não haveria mais novelas de época no momento e, da mesma forma, o trabalho foi cancelado.

Portanto, a auto-estima que a produção teria de se firmar nas décadas passadas, somada à mudança no comando geral do teledrama, que passou na época das mãos de Silvio de Abreu para o papel de José Luiz Villamarim, pode influenciaram a decisão.

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Mudança para 21h

Segundo a jornalista, Patrícia Kogut comentou sobre o horário, o autor seria transferido para as nove horas para escrever um novo texto. Acontece que, antes, Gilberto estava escalado para as 23h, quando adaptaria o conto de Brilhante (1981) (foto acima) para a faixa.

A adaptação foi confirmada e acabou não sendo lançada em disco. Da mesma forma, a cúpula da emissora pediu a Gilberto que adaptasse a novela para o horário de novembro. Para tanto, a produção mudaria de nome e passaria a se chamar Intolerância.

No auge do campeonato, a autora já finalizou as obras como os textos da novela, que já finalizou seus 60 capítulos originais. Pela primeira vez, uma série de acréscimos fez com que a trama não fosse produzida por duas horas, agora está toda escrita.

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