CBL e Apex renovam projeto que visa exportar livros brasileiros

Editoras brasileiras movimentaram R$ 13 milhões em exportações de livros, direitos autorais e serviços entre 2020 e 2021, e espera crescer ainda mais em 2023

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) anunciarão a renovação do convênio para a realização de ações do projeto Brazilian Publishers (BP), que visa à promoção de conteúdo editorial brasileiro não estrangeiro . Em parceria realizamos entre 2020 e 2021 uma movimentação de R$ 13 milhões (US$ 2,5 milhões) entre exportações de livros, direitos autorais e serviços. A expectativa é promover cada vez mais o setor editorial brasileiro no mercado global, com o objetivo de aumentar as exportações e contribuir para a internacionalização das editoras nacionais.

A Editora Brasileira existe desde 2008 e, atualmente, conta com a participação de 55 editoras, dois segmentos Infanto-Juvenil, Científico, Técnico-Profissional, Religioso e Obras Gerais, alcançando mais de 80 selos editoriais. Grandes nomes do mercado estão presentes no projeto, como Grupo Companhia das Letras, FTD Educação, SESC-SP, Editora do Brasil e Grupo Autêntica.

A parceria tem duração prevista de dois anos e, nesse período, a ideia é focar em alguns dos principais países do mercado internacional: Argentina, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, México, Portugal, China e França.

Para viabilizar essa internacionalização, a CBL e a Apex – serviço social vinculado ao Itamaraty – sabem que um dos dois maiores desafios continua sendo o idioma. Uma das iniciativas do projeto é o ‘Bolsa Tradução’, que oferece bolsas de apoio a editoras que desejam traduzir obras de autores brasileiros. Também oferece suporte para a elaboração de catálogos internacionais em inglês e espanhol em formato impresso e digital, como os títulos que a editora selecionou para integrar ao projeto.

A parceria também terá como foco as principais feiras internacionais do mundo literário, como Guadalajara, Bolonha, Londres, Buenos Aires, Bogotá, Gotemburgo e Frankfurt. Essas são áreas de negociação essenciais para novos negócios, contratações e discussões diretas sobre a publicação. Como novidade este ano, haverá uma missão exclusiva para o segmento HQ, destaque na 74ª Feira do Livro de Frankfurt e que, com o crescimento nacional, poderá render publicações no exterior. Outras estratégias visam ou incentivam a comunidade de editoras internacionais apenas para brasileiros, com o objetivo de negociar direitos diretamente com as editoras participantes do programa.

Para Vitor Tavares, presidente da CBL, a renovação do contrato com a ApexBrasil reafirma uma parceria de sucesso: “Por meio do projeto Brazilian Publishers, levamos obras e autores brasileiros a novos públicos no mercado editorial mundial”, afirma. “Com a renovação do convênio, esperamos todas as novas oportunidades de apresentar as vozes brasileiras ao mundo que poderemos criar juntos nos próximos anos”, concluí.

Investimento nas grandes, mas também espaço para as editoras menores

Dois livros da Companhia das Letras que concorreram este ano com o Jabuti em diferentes categorias seguem no pacote de obras vendidas no exterior, no catálogo organizado pelas Editoras Brasileiras.

trabalhar Lula, volume 1: Biografia, escrito por Fernando Morais, é uma das coisas que já matou o seu papel de frete para outros países do mundo. Entre os escolhidos, Portugal, Argentina, Chile e Uruguai. Outro livro que em breve encantará estranhos é ao pediatrade Andréa del Fuego, já vendido para estreia em Portugal.

A Editora Pallas, fundada no Rio de Janeiro em 1975, também conquistou negócios internacionais. O livro da grande Conceição Evaristo, bolsas de memóriatêm seus direitos vendidos para outros três países, México, Eslováquia e Itália.

Outra coisa que te marcou foi o Letras do Pensamento com uma obra Calliope, escravo de Atenas, de Cindy Stockler, que foi finalista do Jabuti em 2020 na categoria Livro Brasileiro Publicado Não Exterior. Os direitos do livro são vendidos para os EUA e para a Grécia.

Entre outros exemplos de livros publicados no exterior por meio dessas parcerias, vale citar o sucesso de vendas no Brasil, com mais de 165 mil exemplares físicos e digitais vendidos desde 2019, Arado Torto, de Itamar Vieira Junior, também lançado no México. Ha ou livro O Sorriso do Leão, escrito pelo autor e editor Leonardo Garzaro, tem seus direitos adquiridos por uma editora britânica. Finalmente, para trabalhar Sebastopol Já existem os livros por livros nos Estados Unidos, Inglaterra, Suécia e Noruega.

Novos desafios do programa

Atualmente, é impossível pensar em não negociar livros sem realizar uma estratégia de comunicação e marketing digital. Com as redes sociais cada vez mais populares, os livros que nos bombardeiam as tendências são, normalmente, aqueles que não param nas prateleiras e não aparecem na lista dos mais vendidos.

É com essa mentalidade que as Editoras Brasileiras também querem apoiar as editoras nos esforços de marketing no mercado internacional. As opções vão desde o reposicionamento da marca, passando pela reformulação e modernização do site. Chama a atenção a integração com o Pubmatch – dois dos aplicativos mais utilizados para o mercado editorial, que reúnem informações sobre autores, editoras, agentes e profissionais do livro. Isso pode gerar uma facilidade no trabalho de venda, aquisição e negociação dos direitos autorais da obra.

“Para muitos autores, a Brazilian Publishers é uma oportunidade única de ser visto e reconhecido no mercado internacional”, afirma Fernanda Dantas, gerente de relações internacionais da CBL. “Poder continuar contando com o apoio e a parceria da ApexBrasil neste dia não só reforça a importância do nosso trabalho, como também garante que seguiremos no caminho certo para tornar o mercado editorial brasileiro conhecido em todo o mundo” , Eu conclui.

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