Alessandro Castro: Entre estradas e livros

Alessandro Castro nasceu no município de Santo Ângelo, também conhecido como a “Capital das Missões”, há 49 anos, em uma família com quatro filhos, três meninos e uma menina. Minha mãe era professora de matemática e eu tinha que ler, mas meu pai nunca teve oportunidade de avançar nos estudos e acabei parando no ensino fundamental.

Ele conta que a leitura sempre esteve entre suas atividades favoritas e lia tudo o que podia, de rótulos a livros. E que um sentimento de urgência o acompanhava, como se não pudesse perder tempo. Da mesma forma, passava a maior parte do tempo, devagar, mesmo andando. E, entre suas certezas, acreditou que simplesmente ou conscientemente lhe daria uma vida melhor.

Aos 12 anos, Castro decidiu criar o Correio do Povo, pois, segundo ele, queria estar bem informado e ficava muito satisfeito em receber o impresso em casa. As pautas das revistas educativas, que trazem notícias sobre o que estava acontecendo ou surgindo no mundo, também fazem parte de sua rotina ou manutenção com foco desaprendido.

Em suas filiais remotas há incentivos para você estudar bem. Embora ele tivesse estudado no nível primário, devido a essas dificuldades encontradas em sua época, gostava de ler. A matriz se esforçou e garantiu o acesso à rede da Enciclopédia Mirador Internacional. Ficamos extremamente felizes com cada novo exemplar que recebíamos: “O que tínhamos que estudar eram mais enciclopédias, e isso valorizávamos muito. Sempre fui um visitante assíduo das bibliotecas públicas e escolares. Não temos as facilidades de hoje, como o Google, por exemplo”, lê-se.

E todo o esforço acabou rendendo frutos, pois ele e os irmãos, que estudaram em escolas públicas e universidades, conseguiram realizar o sonho de dar continuidade às profissões que exerciam. Um deles é formado em Ciências Contábeis, ou outro em Economia e possui formação em Direito. Alessandro foi direcionado para Letras, e é Mestre em Literatura Brasileira, com ênfase em Machado de Assis e História. Os homens seguirão seus destinos, sendo um agente da Polícia Rodoviária Federal e outro oficial do Exército Brasileiro.
Ele é agente da PRF há 28 anos, dos quais 15 anos na função de chefe de comunicação da instituição. Comprova que a leitura e a atividade como professora ou professora me ajudaram muito a desenvolver este trabalho.

Castro sempre foi um contador de histórias nato e sempre que precisava recitar poemas ou apresentar trabalhos em sala de aula, fazia toda a emoção que podia expressar. Colocou todo o seu amor pela Literatura à frente do objetivo e agia com sua natural desenvoltura. Estava em uma apresentação de trabalho na Ufrgs, em uma de suas dedicatórias de corpo e alma às letras, que foi fervorosamente aplaudido pelos colegas e o professor Sérgio Gonzaga teve a ideia de convidá-lo para uma aula.

Dessa forma, Alessandro assumiu o cargo de professor paralelamente ao seu trabalho na PRF. Ele conta que, seja o que for que acabou vivenciando na carreira, a literatura acabou funcionando como uma “válvula de escape”, o que sempre ajudou a manter sua saúde mental leve. E, em todos esses anos, vem alimentando seu repertório de histórias a partir de suas experiências e observações do cotidiano. Assim, ele foi registrando o que o inspirou e que você pode compartilhar com as pessoas. Parei de aprender com a pandemia, e tive a oportunidade de desvendar alguns projetos. Selecione os materiais e, em 2021, lance o livro de contos “Vértex ou o livro do saber”, editora Chiado, com distribuição no Brasil e em Portugal.

A partir desse período, passa a publicar crônicas semanais no diário A Plateia, onde trata do cotidiano, da história e da literatura. Deste material publicado, entre 2020 e 2021, foi produzida uma coletânea que teve origem no seu livro de crónicas “Bom!”, da editora Lisbon International Press. Por isso ou subtítulo: “Reflexões sociais e literárias em tempos de pandemia”.

O escritor, no momento, está trabalhando em um livro para contar a história do PRF no RS e, também, em um romance histórico ambientado no Renascimento europeu, que deve ser lançado em 2023. Atualmente, Alessandro mora na Rua dos Andradas , no Centro História de Porto Alegre, que também considera um sonho realizado. Na capital gaúcha sempre foi para sua segunda casa, e uma grande inspiração. Sempre que possível, viaja para algum lugar do mundo, na tentativa de renovar as energias e conseguir mais materiais e coisas para usar nos filhos.

Considera-se um homem intimamente ligado às buscas familiares, às suas raízes e tradições. Tenho dois filhos, a Luísa, de 18 anos, e o João Vitor, de 22. O filho, que é surdo, veio para a família com 3 anos por adoção; e Alessandro aprende Libras, língua de dois sinais, para se comunicar adequadamente com ele. Questionado sobre como foi ser pai, ele comenta que foi, e continua sendo, um grande desafio; Talvez mais confrontado em sua existência, mais do que foi uma das melhores decisões já tomadas.

* Orientado por Luiz G. Lopes

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